Aqui se encontra uma notícia escrita por Adeline Gil, coordenadora e professora do curso de Design Digital do Centro Universitário de Araraquara - Uniara. Esta notícia explicita o quanto as máquinas estão presentes na vida das pessoas e facilidade de interface.
A interação entre o homem e a máquina
A modernidade exige cada vez mais tecnologia e, com isso, a relação entre o homem e a máquina se torna indispensável nos dias de hoje. Como exemplo, é possível citar essa interação nos carros modernos, em que o usuário até “conversa” com os dispositivos do veículo. Essa relação está em constante atualização e com isso surgem algumas dificuldades, como explica a coordenadora e professora do curso de Design Digital do Centro Universitário de Araraquara – Uniara, Adeline Gil, que cita o design de interface e de interação para ajudar na resolução desse inconveniente.
“As máquinas estão presentes na vida das pessoas, porém ainda existe uma dificuldade das equipes multidisciplinares em entender as necessidades do usuário e realizar um design centrado no usuário”, esclarece.
Ela explica que, de um modo geral, interface é aquilo que se coloca entre dois ou mais sistemas, traduzindo informações entre eles. “O designer desenvolve interfaces que colocam em comunicação sistemas humanos e sistemas não humanos (máquinas). Todos os produtos com os quais temos contato possuem uma interface para tornar possível sua interação, para a realização de tarefas”, diz.
Porém, de acordo com a docente, não é só isso. “Também envolve as qualidades físicas do produto e o que pode ser realizado a partir daquela interface. Por exemplo: um carro precisa ser desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, envolvendo, entre outros profissionais, engenheiros e designers, pois não basta que o sistema carro funcione bem. Ele precisa ter uma performance de interface com o usuário que vai utilizá-lo, um conjunto de componentes que facilitarão a troca de informações entre o humano e a máquina, tornando aquela experiência mais intuitiva. Dessa forma, entramos em contato com o sistema de forma física, perceptiva e conceitual”, detalha.
Entre outros exemplos, Adeline cita as interfaces dos telefones celulares, de caixas eletrônicos e de muitos outros produtos e serviços comuns do dia a dia. “Esse conceito acaba se estendendo a produtos que não envolvem a tecnologia digital. Desde os primórdios, quando o homem começou a criar ferramentas, já estava inventando interfaces para realizar tarefas com mais facilidade”, comenta.
Para que seja eficaz, como ressalta a coordenadora, uma boa interface é quase imperceptível, de tão intuitiva e funcional. “Se ela exige que o usuário se adapte às linguagens da máquina, e não o contrário, o indivíduo terá uma experiência ruim. É por isso que muitas pessoas ainda têm dificuldade de interagir com o mundo digital, mas com o avanço do campo do design de interação, a tendência é que essa conexão se dê de forma mais natural. Afinal, até mesmo os sistemas ditos ‘não humanos’ são produtos da criação humana, são extensões do homem”, observa.
O senso crítico e a criatividade são peças-chave na produção de interfaces. “O futuro profissional de Design Digital torna-se capaz de entender as necessidades de comunicação em um determinado projeto, as restrições e as potencialidades do meio digital e, a partir daí, cria interfaces para os mais diversos fins. Dessa forma, poderá atuar em parceria com profissionais de todas as áreas, sempre priorizando a experiência ideal do usuário”, aponta Adeline, que salienta a infinitude do design, “pois criar coisas novas é inerente à condição humana, sendo que, nesse sentido, ele tem feito diferença nas áreas da saúde, educação, nas questões ambientais, nas relações sociais e culturais, enfim, em todos os campos do conhecimento”.